Sair das telas do NOC pode expandir seus horizontes na telecomunicação
Minha visão sobre o ABRINT/AGC 2026
Quem vive a rotina de um NOC (Network Operations Center) sabe como é, a gente respira métricas, disponibilidade, tráfego e segurança. É um trabalho intenso e que carrega muita responsabilidade, onde o foco é manter a rede sempre de pé e o cliente conectado. Mas, depois de tanto tempo na operação e agora na gestão, aprendi uma coisa importante: a verdadeira inovação não acontece só olhando para as telas de monitoramento, mas sim fora delas.
Quando a gente sai da operação diária e vai para um evento que reúne mais de 40 mil pessoas e quase 300 expositores, a cabeça abre. Muito além de ver equipamentos novos, é entender para onde o nosso mercado está indo. Estou falando do Abrint Global Congress, o maior evento de Telecomunicações da América Latina.
O Poder do "olho no olho e do tête-à-tête”
O networking que acontece nos corredores do Abrint é diferente. É ali, tomando um café com outro gerente de NOC ou dono de ISP (Internet Service Providers) que a gente troca aquelas figurinhas que não estão nos manuais. A gente fala sobre os perrengues reais: como cada um está lidando com os desafios de roteamento, opiniões reais sobre equipamentos de vendedor X/Y/Z ou como estão preparando a rede para o futuro. Essa troca franca vale ouro e traz ideias que a gente aplica na prática logo na segunda-feira seguinte.
A Diferença entre a Feira(ABRINT) e os Fóruns(LACNIC/LACNOG, IX FORUM)
Sendo presença ativa em fóruns como GTER, GTS, IX Fórum e LACNIC/LACNOG, gosto sempre de fazer um paralelo. Enquanto os fóruns de governança são o espaço onde a gente discute o "como fazer”, mergulhando fundo em protocolos, alocação de recursos, políticas de roteamento e o futuro da arquitetura da internet, eventos como o ABRINT são onde a gente discute o "com quem fazer" e "o que o mercado quer". No LACNIC, moldamos as regras do jogo e a governança técnica da região; na AGC, transformamos essa base técnica sólida em negócios, parcerias comerciais e novos serviços para o cliente final. São vias que se complementam, e é preciso transitar bem nas duas.
Parcerias fazem a diferença
Fundamental também é o contato direto com os fornecedores. Quando você senta para conversar com quem fabrica a tecnologia que roda na sua rede, a relação muda. Deixamos de ser apenas clientes e passamos a ser parceiros estratégicos. Discutir o que vem por aí direto com os engenheiros das marcas nos ajuda a planejar melhor nossos investimentos. Isso significa comprar melhor, ter acesso a tecnologias de ponta antes e, no fim das contas, entregar um serviço muito superior para o nosso assinante.
Do evento para o negócio
Muitas vezes, a equipe técnica vê esses eventos apenas como um passeio ou uma feira de tecnologia. Mas a visão de gestão muda isso. O tempo e o recurso investidos para estar no AGC 2026 se pagam rapidamente. Aquela conversa no estande vira uma oportunidade comercial. Aquela palestra sobre uma nova tendência vira um diferencial competitivo para o ISP. É assim que a gente consegue ser pioneiro e trazer inovação real para dentro de casa.
No fim do dia, redes são feitas de equipamentos e cabos, mas os negócios são feitos de pessoas. Estar presente, trocar ideias e construir relacionamentos é o que nos permite continuar crescendo, garantindo alta disponibilidade e conectando propósitos.
E você, que também vive o dia a dia das operações de telecom, o que mais valoriza quando participa desses grandes encontros? Vamos trocar uma ideia nos comentários!